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Como a IA pode impactar o ghostwriting? Riscos e boas práticas

  • Foto do escritor: Thaís Garcez
    Thaís Garcez
  • 30 de jan.
  • 3 min de leitura

Não há livro sem texto. Mas será que ele é 100% do escritor ou tem IA no meio? Em tempos de desconfiança generalizada, essa dúvida não é tão absurda. A seguir, te explico como essa junção pode ou não acontecer.

papel marrom que cobre um teclado de computador e tem um rasgo aberto sobre as letras A e I
Inteligência Artificial integrada ao ghostwriting de forma ética e transparente. Fonte: Unsplah/Immo Wegmann

Já faz algum tempo que até os mais espertos e atualizados sobre os avanços tecnológicos têm dificuldades de distinguir o que é ou não IA. Tanto em imagem e áudio como em texto. Estamos, eu e você, futuro autor, vivendo uma crise de confiança.


Conteúdos escritos para redes sociais geralmente dão pistas de que são frutos de prompts bem pensados. Excesso de adjetivos, vícios de linguagem técnica, conteúdos genéricos e até o uso de travessão geralmente são alertas de texto criado pelo ChatGPT.


Exageros à parte, a verdade é que não há como fugir, eles estão por toda a parte. De legendas a e-book. Portanto, é super compreensível que se questione o uso de IA Generativa em trabalhos de ghostwriting.


Pois eu te digo que não é incomum, muitos, inclusive, usam. O fato é, como a utilizam? 

Prossiga a leitura que eu te conto melhor sobre a incorporação do ChatGPT no ghostwriting e até onde é ético utilizá-la.


Inimigo ou aliado? Não, isso não é uma guerra!


Quando uma grande inovação chega ao mercado global gera uma compreensível comoção. Alguns se animam para entendê-la, outros a repelem, com medo da mudança que pode vir. Mas, com o tempo, ela vai ocupando o seu espaço - seja ele benéfico ou não para todos.


Assim aconteceu com a IA Generativa. Inicialmente, muita gente aderiu ao uso, nas mais variadas opções de criação (texto, música, imagem etc.). Depois, veio a dúvida: mas se a máquina já faz o que eu faço, eu vou perder o meu lugar?


E o erro está aí!


A máquina não deve ser encarada como autora da criação, afinal ela só realiza após o comando humano. Se usada como ferramenta, como assistente, é possível uma convivência pacífica. 


O trabalho do ghostwriter tem muitas nuances que uma IA generativa como o ChatGPT jamais conseguiria interpretar e reproduzir em texto. Nós trabalhamos com o sentimento e a memória humana. É preciso sensibilidade além de técnica.


Porém, ela pode nos dar uma ajudinha na hora de organizar as ideias, de rascunhar um sumário ou pesquisar sobre um determinado tema que o cliente traz. 

Como escritora a IA é uma excelente estagiária. Nada além disso!


Como essa parceria funciona


O Chat GPT é uma ferramenta muito eficaz  quando o assunto é o aumento de produtividade. Afinal, ela pode economizar nosso tempo de trabalho na solução dos detalhes de planejamento.


Um ghostwriter pode contar com ela para:


  • ter ideias de perguntas para as entrevistas com o cliente;

  • organizar o sumário do livro;

  • buscar informações sobre um determinado tema;

  • desenvolver uma proposta de serviço;

  • elaborar respostas burocráticas de e-mail.


Porém, o que a IA não está apta a fazer e dificilmente fará (mesmo futuramente) é:


  • entender as particularidades emocionais do cliente;

  • conferir humanidade e personalidade ao texto sem ser genérico;

  • compreender as entrelinhas de um depoimento;

  • traduzir os silêncios do discurso em texto;

  • desenvolver um storytelling com profundidade.


Um ponto importante a ser ressaltado é que o ghostwriter não precisa necessariamente contar com o ChatGPT para realizar o seu trabalho. Particularmente, eu uso quando acho necessário. E ele não está diretamente ligado à qualidade das minhas entregas.


Quem tem limite é profissional


Todo mundo sabe, ou deveria saber, que uma Inteligência Artificial não cria nada sozinha. Além de precisar de comandos, ela é “alimentada” com dados e informações disponíveis na vasta internet e com conteúdos que adicionamos a ela.


Sendo assim, não podemos jamais escrever ou anexar qualquer texto que está sendo trabalhado em um ChatGPT para solicitar qualquer tipo de ajuda. Além de antiético, estaria violando o contrato de confidencialidade.


Outro ponto importante é quanto ao uso de IA na redação do livro.


Existem, no mercado literário, livros criados com o objetivo de serem totalmente feitos no ChatGPT. Há também empresas que oferecem o serviço de ghostwriting com uso de IA Generativa como um diferencial. E tem eu que, assim como muitos profissionais da área, não terceiriza a escrita do texto.


Atualmente, é importante que essa conduta esteja explícita em contrato. Tanto o uso como o não uso desse mecanismo. E você, futuro autor, deve cobrar essa transparência.


Utilizar ferramentas de inteligência para facilitar etapas do processo de ghostwriting não é errado, faz parte da nossa rotina. Mas a praticidade que ela nos proporciona não devemos utilizar no cuidado com a história dos nossos clientes. Assim eu penso.


 
 
 

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